Quando o Legislativo brasileiro iniciar os seus trabalhos, na primeira semana de fevereiro, cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Câmara dos Deputados também reiniciarão suas atividades em estágios diferentes. Duas estão perto de concluir seus trabalhos – a do BNDES e a dos maus tratos de animais. Outras três (fundos de pensão, crimes cibernéticos e Incra e Funai) continuarão as investigações até março e abril.

A CPI do BNDES terá seu prazo de funcionamento até o dia 18 de fevereiro. Segundo o relator, deputado José Rocha, a comissão ouviu mais de 20 pessoas, mas houve polêmicas entre governo e oposição em torno de algumas convocações. Ele informou que ninguém mais será ouvido e que as reuniões restantes serão dedicadas à apresentação de sub relatórios e à discussão e à votação do relatório final.

“A CPI do BNDES caminhou naquilo que foi possível. Encerra os trabalhos no dia 18 de fevereiro, com um semana de Carnaval no meio: então, vai funcionar em duas semanas de fevereiro, a primeira e a terceira. Nós não tivemos tempo hábil para ouvir todas as pessoas que estão referidas. Eu não posso adiantar o relatório final porque só recebi um dos quatro sub relatórios”, afirmou o deputado à agência Câmara.

A CPI dos Crimes Cibernéticos foi prorrogada até 14 de março. A presidente da comissão, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), ressaltou que a CPI  vai propor uma nova tipificação de crimes na internet, a fim de facilitar o trabalho das autoridades.

Já a  CPI dos Fundos de Pensão funciona até 19 de março, mas o seu relator, deputado Efraim Filho não descarta pedir nova prorrogação. “A CPI tem cumprido o papel importante de jogar luz onde havia pouca transparência, que é a gestão dos fundos de pensão, que movimentam um patrimônio de cerca de R$ 350 bilhões”, afirmou. ( com agência Câmara). 

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Da Redação

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